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Quem são as nanicas MAP e Passaredo, novatas em Congonhas

07/08/2019

Com menos de 0,5% do mercado, as empresas ganharam a mesma quantidade de slots que a Azul em Congonhas, e agora querem usar a oportunidade que caiu no colo

Foram meses da novela de distribuição dos slots (horários de pouso e decolagem) da Avianca no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, mas a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) finalmente anunciou que os 41 slots ficarão com Azul, Map e Passaredo.

A disputa, que começou com a recuperação judicial da Avianca em dezembro no ano passado, envolveu um leilão dos ativos para a Gol e a Latam, não aceito pela Anac, brigas entre credores e entre as próprias companhias aéreas.

Passaredo: empresa de Ribeirão Preto detém 0,3% do mercado doméstico (Passaredo/Divulgação)

O imbróglio em torno do aeroporto tem motivo: é um dos mais importantes do Brasil para o mercado doméstico e crucial para uma operação na ponte-aérea Rio-São Paulo, considerada a joia da aviação brasileira.

Pela redistribuição da Anac, a Azul fica com outros 15 slots, a MAP com 12 e a Passaredo com 14. A única que pediu slots e não ganhou foi a também nanica Two Flex, em razão, segundo a Anac, “das aeronaves operadas pela empresa”.

Mesmo depois da última decisão da Anac, a história ainda terá outros capítulos. MAP e Passaredo, duas companhias aéreas nacionais pequenas, têm até 9 de agosto para comprovar que possuem “os requisitos operacionais” exigidos para operar em Congonhas. A dúvida que fica é se elas de fato vão conseguir ingressar com sucesso no aeroporto.

A própria Azul, que detinha 25% do mercado doméstico em junho e é a terceira maior companhia aérea brasileira, não operava na ponte Rio-São Paulo por considerar que os 26 pares de slots que tinha em Congonhas, antes da saída da Avianca, não eram suficientes para essa rota.

 

Fonte: Por Carol Oliveira - Exame

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